Empresa Vale dá férias coletivas em Minas Gerais e reduz extração de minério
A produção de minérios e de aço sente os efeitos da crise mundial. Depois de a Votorantim Metais ter anunciado o adiamento de seus investimentos na expansão da extração de zinco, a Vale, segunda maior empresa de mineração do mundo, se viu forçada a diminuir a produção de algumas unidades de maior custo em Minas Gerais, cortando 30 milhões de toneladas de minério de ferro, o equivalente a 10% da extração prevista pela mineradora para este ano. Ainda ontem, a ArcelorMittal anunciou férias coletivas na unidade de João Monlevade, na região central de Minas.
O consumo de minério de ferro é afetado no Brasil por férias coletivas cumpridas nas três maiores montadoras do país: GM, Fiat e Volkswagen. Na fábrica de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, a produção foi paralisada de quarta-feira até ontem, período definido pela empresa como “parada técnica”.
O presidente da Vale, Roger Agnelli, acredita que o Brasil deve sofrer menos os problemas do crédito que outros países. “Alguns acham que a crise vai durar dois anos. Eu penso que a intensidade dela será fortíssima nos próximos três a quatro meses e os primeiros sinais de recuperação virão no segundo trimestre do ano que vem”, avaliou. Ele disse que foi decisiva para o corte na produção, a queda nos preços dos minérios no mundo: além do ferro, níquel, cobre e alumínio, todas commodities minerais (têm preços cotados no exterior).
VALE BOTA O PÉ NO FREIO
às 11:33 Postado por Silveira
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